Ferramenta gratuita desenvolvida por estudantes do IFSP ajuda crianças com autismo e dificuldades de fala e interação a expressarem necessidades, pensamentos e sentimentos
A tecnologia pode ser uma importante aliada na inclusão e na comunicação. Um exemplo é o Papuguinho, aplicativo desenvolvido por estudantes do Campus Jacareí do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) para auxiliar crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e pessoas que apresentam dificuldades de fala e interação.
O sistema já está disponível gratuitamente e foi desenvolvido para atender tanto famílias quanto profissionais que trabalham com crianças neurodivergentes.
Comunicação por meio de recursos visuais
O Papuguinho utiliza pranchas visuais, permitindo que a criança forme frases faladas ao tocar em ícones coloridos apresentados na tela.
A ferramenta pode ser utilizada por crianças não verbais e também por aquelas que apresentam dificuldades de comunicação.
Outro diferencial é a possibilidade de adaptar as pranchas às necessidades individuais, utilizando temas que possam facilitar a compreensão e a comunicação de cada criança.
Ferramenta gratuita e acessível
Segundo as informações divulgadas pelo Ministério da Educação, o Papuguinho está disponível em formato de aplicativo para Android, por meio da Play Store, e Windows, pela Microsoft Store.
Também estão previstas versões para macOS, iOS e Linux.
O sistema já vem sendo utilizado por escolas, clínicas e famílias, que têm apresentado retorno positivo sobre a ferramenta.
A proposta é democratizar o acesso a uma tecnologia de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA), permitindo que mais crianças possam encontrar formas de expressar o que sentem, pensam e precisam.
Estúdio Papuguinho amplia possibilidades
Uma das atualizações mais recentes foi a criação do Estúdio Papuguinho.
O recurso permite alterar as imagens utilizadas nos pictogramas, criar pranchas personalizadas e imprimir os pictogramas para utilização pela criança.
A ferramenta também conta com o Gemmuguinho, um modelo próprio de inteligência artificial que, segundo os responsáveis pelo projeto, será utilizado no Estúdio Papuguinho com foco em segurança e privacidade dos usuários.
Tecnologia a serviço da inclusão
O Papuguinho foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).
Além de auxiliar as famílias, a proposta também contempla o ambiente escolar, oferecendo aos professores uma ferramenta que pode contribuir para a comunicação e interação de alunos com dificuldades de fala.
Para nós, iniciativas como essa mostram como a educação, a tecnologia e a inclusão podem caminhar juntas.
Quando uma criança encontra uma maneira de expressar suas necessidades, sentimentos e pensamentos, ela ganha novas possibilidades de participação e interação com as pessoas ao seu redor.
Inclusão também é dar voz
A comunicação é fundamental para o desenvolvimento, para a convivência e para a autonomia.
Por isso, iniciativas que buscam facilitar a comunicação de crianças neurodivergentes representam um importante passo para uma sociedade mais inclusiva.
Esse tipo de tecnologia também dialoga diretamente com o conceito “Cuidando de quem cuida”, pois pode auxiliar não apenas as crianças, mas também pais, familiares, cuidadores, professores e profissionais que participam diariamente de seu desenvolvimento.
Nós acreditamos que inclusão significa criar oportunidades para que cada pessoa possa ser compreendida, respeitada e tenha condições de participar da sociedade.
Tecnologia também pode ser uma ferramenta para transformar comunicação em inclusão.
Fonte: Ministério da Educação, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e do IFSP.



